E enquanto todos aprenderam a recitar Canção do Exílio, o único poema que ainda tenho na mente (e acredito que nunca sairá, infelizmente) é Por que mentias?, do Álvares de Azevedo. Recito-o de uma forma tão expontânea e expressiva, que até eu me assusto. Malditas aulas de literatura que obrigavam os alunos a decorarem poemas por míseros "zero vírgula alguma coisa" de pontos. Duas semanas, todos os dias, eu parava de fazer alguma atividade para tentar plantar essa coisinha na minha memória. E funcinou. Às vezes me pego falando sozinha:
Por que mentias leviana e bela?
Se minha face pálida sentias
Queimada pela febre, e minha vida
Tu vias desmaiar, por que mentias?
Acordei da ilusão, a sós morrendo
Sinto na mocidade as agonias.
Por tua causa desespero e morro...
Leviana sem dó, por que mentias?
Sabe Deus se te amei! Sabem as noites
Essa dor que alentei, que tu nutrias!
Sabe esse pobre coração que treme
Que a esperança perdeu por que mentias!
Vê minha palidez- a febre lenta
Esse fogo das pálpebras sombrias...
Pousa a mão no meu peito!
Eu morro! Eu morro!
Leviana sem dó, por que mentias?
Por que mentias leviana e bela?
Se minha face pálida sentias
Queimada pela febre, e minha vida
Tu vias desmaiar, por que mentias?
Acordei da ilusão, a sós morrendo
Sinto na mocidade as agonias.
Por tua causa desespero e morro...
Leviana sem dó, por que mentias?
Sabe Deus se te amei! Sabem as noites
Essa dor que alentei, que tu nutrias!
Sabe esse pobre coração que treme
Que a esperança perdeu por que mentias!
Vê minha palidez- a febre lenta
Esse fogo das pálpebras sombrias...
Pousa a mão no meu peito!
Eu morro! Eu morro!
Leviana sem dó, por que mentias?
2 comentários:
Pra frente Brasil, no meu coração
Todos juntos, vamos pra frente Brasil
Todos juntos, vamos pra frente Brasil Brasil!
Deve ter sido horrível ter que decorar isso nas aulas de literatura, principalmente odiando a literatura nacional.
Uma pergunta, Lord Byron, o senhor assistia The O.C.?
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